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O 14º Fliaraxá chegou ao fim neste domingo (17) após quatro dias de intensa programação cultural em Araxá. Ao longo do evento, cerca de 25 mil pessoas acompanharam as atividades, que contaram com a presença de 83 autores nacionais, internacionais e regionais. A programação promoveu 84 livros em lançamentos, mesas de conversa e debates sobre literatura, memória, política, identidade, desigualdade e pertencimento.
O movimento foi percebido principalmente na participação de estudantes, professores e escolas da cidade, que ocuparam os auditórios do Centro Cultural Uniaraxá durante as sessões da manhã e da tarde. Filas na livraria, corredores movimentados e encontros entre leitores e escritores marcaram o clima do festival.
Um dos destaques da edição foi o Prêmio de Redação e Desenho. A iniciativa contou com ampla adesão das escolas, incluindo turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA), mobilizando professores, estudantes e famílias.
Inspirado no pensamento do geógrafo Milton Santos, homenageado desta edição pelos 100 anos de nascimento, o festival adotou como tema “Meu Lugar no Mundo”. A proposta guiou discussões sobre os espaços que as pessoas ocupam e a relação entre cultura, território e sociedade.
Além da programação presencial, o festival também teve forte alcance nas plataformas digitais. As transmissões ao vivo das mesas no YouTube somaram milhares de visualizações durante os quatro dias de evento.
Promovido pela Associação Cultural Sempre um Papo, o festival contou com patrocínio da CBMM, via Lei Rouanet, além do apoio da Academia Araxaense de Letras. A edição também homenageou o escritor José Eduardo Agualusa, a professora Maria de Lourdes Bittencourt de Vasconcellos e o Mestre General de Congado Jerônimo Pereira de Lima.

