Polícia Civil conclui inquérito e não indicia professor investigado por suspeita de abuso sexual por falta de provas, em Patos de Minas

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A Polícia Civil de Minas Gerais finalizou, na última sexta-feira (19), a investigação que apurava denúncias de possíveis abusos sexuais em uma escola municipal de Patos de Minas. O inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça para análise do Ministério Público.

Durante o trabalho, a polícia ouviu cerca de 40 pessoas, colheu depoimentos especiais no Fórum da cidade e realizou diversas diligências. Também foram feitos relatórios, avaliações psicológicas e exames periciais, com apoio do Instituto de Criminalística da Polícia Civil, em Belo Horizonte.

Ao fim da investigação, a Polícia Civil informou que não encontrou provas suficientes para confirmar a ocorrência de crimes, e por isso o suspeito não foi indiciado. Por se tratar de um caso que corre em sigilo, a corporação informou que não irá conceder entrevistas.

O caso veio à tona em outubro, quando um servidor municipal chegou a ser levado pela Polícia Militar após denúncias iniciais envolvendo alunos de uma escola no bairro Jardim Esperança. Ele prestou depoimento e foi liberado, já que não houve flagrante.

As suspeitas começaram após a mãe de uma criança de quatro anos perceber mudanças no comportamento do filho e procurar atendimento médico. No hospital, a criança relatou dores na região íntima, o que levantou a suspeita de abuso. Outra mãe só soube da situação depois de ser procurada pela polícia durante as investigações.

Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Patos de Minas afastou o servidor do cargo e divulgou nota repudiando as denúncias. Em coletiva no dia 25 de outubro, a Polícia Civil informou que cinco crianças, entre quatro e cinco anos, chegaram a ser apontadas como possíveis vítimas. O processo seguiu sob segredo de justiça.