Foto: Divulgação
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de uma investigação da Polícia Federal para apurar a possível participação do ministro Paulo Dias de Moura Ribeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em um suposto esquema de venda de decisões judiciais.
Esta é a primeira vez que um integrante do STJ passa a ser investigado no âmbito da Operação Sisamnes, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2024 para apurar suspeitas de corrupção envolvendo processos judiciais.
A decisão de Zanin atende a um pedido da Polícia Federal, com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os investigadores pretendem aprofundar a análise sobre decisões proferidas por Moura Ribeiro, além de rastrear movimentações financeiras de empresas, familiares, servidores e pessoas ligadas ao magistrado para verificar a existência de possíveis pagamentos irregulares e eventual lavagem de dinheiro.
Segundo a Polícia Federal, neste momento não há provas suficientes para afirmar o envolvimento direto do ministro. No entanto, os investigadores consideram necessário ampliar as diligências para esclarecer se houve participação de servidores, terceiros ou da própria autoridade com foro privilegiado.
Na decisão, Zanin afirmou que a continuidade das investigações permitirá uma análise mais ampla sobre a possível atuação de agentes públicos e privados, além de definir se o caso permanecerá sob competência do Supremo, em razão do foro do ministro.
Em nota divulgada pelo STJ, Paulo Dias de Moura Ribeiro afirmou desconhecer qualquer investigação relacionada às decisões que proferiu. O magistrado também ressaltou que possui mais de 40 anos de carreira e classificou como improcedentes as tentativas de vinculá-lo a práticas criminosas.

