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Os trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve por tempo indeterminado em todo o país. A paralisação ocorre após as entidades sindicais considerarem insuficientes os avanços nas negociações do acordo coletivo.
Segundo o sindicato, a categoria é contrária ao modelo de reestruturação adotado pela empresa e afirma que o fechamento de agências, a redução de postos de atendimento e de distritos postais podem aumentar a sobrecarga dos funcionários e prejudicar o atendimento, principalmente em cidades do interior.
Entre as reivindicações estão a manutenção de direitos trabalhistas, do plano de saúde, dos empregos e da rede de atendimento, além de investimentos em infraestrutura, tecnologia e logística. Os trabalhadores também defendem a participação do Governo Federal nas discussões sobre o futuro da empresa.
Os Correios informaram que já colocaram em prática um plano para manter os serviços durante a paralisação. Entre as medidas estão o remanejamento de equipes, reforço das operações e ajustes logísticos para reduzir possíveis impactos nas entregas.
A empresa também afirma que apresentou uma proposta para o acordo coletivo que contempla 78 das 80 cláusulas atualmente vigentes. Segundo os Correios, a proposta prevê a reposição de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com validade a partir de 1º de agosto, além da manutenção da assistência à saúde dos empregados.
A estatal informou ainda que continua buscando uma solução negociada e que novas informações sobre a situação dos serviços serão divulgadas conforme houver atualizações.

