Operação Rejeito: PF indicia 34 pessoas por esquema bilionário de corrupção e mineração ilegal em Minas Gerais

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A Polícia Federal concluiu o inquérito da Operação Rejeito e indiciou 34 pessoas suspeitas de integrar um esquema de corrupção, fraudes em licenças ambientais, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes ambientais em Minas Gerais.

As investigações apontam que empresários, consultores e agentes públicos atuavam de forma coordenada para facilitar a aprovação irregular de projetos de mineração, inclusive em áreas protegidas e tombadas, como a Serra do Curral, em Belo Horizonte, e a Serra do Botafogo, em Ouro Preto.

Segundo a PF, o grupo utilizava pagamento de propina, tráfico de influência e manipulação de documentos para acelerar processos de licenciamento ambiental e contornar exigências legais. O esquema também teria recorrido à criação de dezenas de empresas para ocultar os beneficiários e dificultar o rastreamento dos recursos.

A operação, realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), estima que as atividades ilegais renderam cerca de R$ 1,5 bilhão em lucros, além de movimentarem bilhões de reais em projetos de mineração sob investigação.

Entre os indiciados estão empresários, ex-servidores e servidores ligados a órgãos ambientais e minerários. O ex-vereador Paulo César, conhecido como “Pablito”, casado com a mineira e deputada federal Greyce Elias, também foi formalmente indiciado pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, tráfico de influência, falsidade ideológica e crimes ambientais.

O relatório final foi encaminhado à Justiça Federal em Belo Horizonte. Agora, caberá ao Ministério Público Federal analisar o caso e decidir se apresentará denúncia contra os investigados.