Incêndios elétricos disparam no Brasil e acendem alerta para riscos dentro de casa

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O número de incêndios de origem elétrica tem crescido de forma preocupante no Brasil e acende um alerta para práticas comuns dentro de casa. Dados do Anuário Estatístico da Abracopel (ano base 2025) mostram que, em cinco anos, as ocorrências mais que dobraram: passaram de 606 para 1.304 casos, um aumento de 102%. No mesmo período, o número de mortes subiu 28%, de 47 para 60.

Em Minas Gerais, a situação também preocupa. Apenas no último ano, foram registrados 148 incêndios desse tipo, alta de 32% em relação a 2024, quando houve 112 ocorrências. As mortes passaram de uma para três.

As residências seguem como o principal cenário desses acidentes. Diante desse cenário, a Cemig reforça a importância de medidas simples para evitar tragédias.

Instalações elétricas inadequadas lideram as causas, com 706 ocorrências e 33 mortes. Equipamentos como ar-condicionado e ventiladores também aparecem entre os principais responsáveis, com 166 incidentes e 14 óbitos.

Outros fatores incluem:

  • eletrodomésticos e eletrônicos (113 ocorrências);
  • problemas em tomadas (20 registros);
  • uso de carregadores de celular (19 casos, com cinco mortes).

O uso de “Ts”, benjamins e extensões para ligar vários aparelhos ao mesmo tempo é apontado como um dos hábitos mais perigosos. A sobrecarga pode provocar superaquecimento, curtos-circuitos e incêndios.

Além disso, o uso de adaptadores em equipamentos de alta potência, como fritadeiras elétricas, ferros de passar e aquecedores, aumenta significativamente o risco, já que muitas instalações não suportam a carga exigida.

Entre as principais recomendações para prevenção está a instalação do Interruptor Diferencial Residual (IDR), dispositivo que desliga automaticamente a energia ao detectar falhas. Apesar de obrigatório em alguns ambientes desde 1997, apenas 47% das residências brasileiras possuem o equipamento, segundo a Abracopel.

Especialistas também orientam:

  • ter um projeto elétrico adequado na residência;
  • evitar sobrecarga de tomadas e extensões;
  • utilizar circuitos exclusivos para aparelhos de maior potência, como chuveiros e ar-condicionado;
  • realizar manutenções com profissionais qualificados.